Ir direto para o conteúdo
Resumo De
Letra maior em loja segura Capa da Bíblia Sagrada, tradução Nova Almeida Atualizada, letra maior, capa dura Comprar Bíblia SagradaTradução Almeida, letra maior e capa dura. Boa para ler todo dia. Melhor escolha. Site seguro

Link patrocinado

Resumo do Evangelho de Mateus

Por Débora Arantes 13 min de leitura

WhatsApp
Mais opções
Facebook Telegram E-mail

Em 30 segundos

Abraão, Davi e o exílio: é por essa linhagem que Mateus apresenta Jesus, o Messias esperado por Israel. A infância é contada a partir de José, com os sonhos, os magos e a fuga para o Egito, e a cada passo vem a observação de que assim se cumpriu o que disse o profeta. O ensino está reunido em cinco grandes discursos: o Sermão do Monte, a missão dos doze, as parábolas do reino dos céus, a vida da comunidade e o fim dos tempos. Entre eles correm os milagres, a oposição crescente e a confissão de Pedro. A Paixão em Jerusalém termina no túmulo vazio, e o livro se fecha num monte da Galileia, com a ordem de fazer discípulos de todas as nações.

Os cinco discursos de Jesus em Mateus numa linha: o Sermão do Monte, a missão dos doze, as parábolas do reino, a vida da comunidade e o discurso sobre o fim
Imagem: resumode.com.br

Filho de Davi, filho de Abraão

A primeira linha do Novo Testamento é uma lista de nomes. Mateus abre com a genealogia de Jesus Cristo, filho de Davi, filho de Abraão (1.1), e a organiza em três séries de catorze gerações: de Abraão a Davi, de Davi ao exílio na Babilônia, do exílio ao Cristo (1.17). Quem vem do Antigo Testamento reconhece o percurso. A promessa feita a Abraão, o trono de Davi e a ruína do exílio são os três marcos da história de Israel, e a lista diz que ela chegou ao seu ponto.

Quatro mulheres aparecem antes de Maria: Tamar, Raabe, Rute e a mulher de Urias. Nenhuma delas entrou na linhagem por um caminho comum, e pelo menos Raabe e Rute eram estrangeiras.

Entre os quatro evangelhos, este é o que mais conversa com as escrituras de Israel. A tradição o atribui a Mateus, o cobrador de impostos chamado em 9.9.

José, os sonhos e os magos

A infância é contada do lado de José. Ele descobre a gravidez de Maria, decide deixá-la sem escândalo, e um anjo lhe fala em sonho: o que nela foi gerado é do Espírito Santo, e o menino se chamará Jesus, porque salvará o seu povo dos pecados deles (1.20-21).

O capítulo 2 segue em quatro cenas. Magos do Oriente chegam a Jerusalém perguntando pelo rei dos judeus que nasceu, guiados por uma estrela. Herodes se alarma, consulta os escribas e ouve que o lugar é Belém. Os magos adoram o menino e voltam por outro caminho. José, avisado em sonho, foge com a família para o Egito. Herodes manda matar os meninos de Belém. Morto o rei, a família volta e se estabelece em Nazaré, na Galileia.

Em detalhe: o nascimento de Jesus.

Para que se cumprisse

Cada cena da infância termina com uma citação. A virgem conceberá, e o chamarão Emanuel, Deus conosco, palavra de Isaías (1.22-23). Do Egito chamei o meu filho. Raquel chora os seus filhos. A fórmula para que se cumprisse o que foi dito pelo profeta volta cerca de dez vezes ao longo do livro, até a Paixão.

Cumprir, aqui, é mais do que acertar uma previsão. Jesus refaz o caminho do povo: desce ao Egito e volta, passa pela água do Jordão, fica quarenta dias no deserto e, tentado, responde três vezes com frases de Deuteronômio (4.1-11). Onde Israel caiu, ele permanece fiel.

Outra marca do livro é a expressão reino dos céus, que só Mateus usa. É o anúncio de João Batista e o primeiro anúncio de Jesus, com as mesmas palavras: arrependei-vos, porque está próximo o reino dos céus (3.2; 4.17).

Cinco discursos

Mateus reúne o ensino de Jesus em cinco grandes blocos, alternados com a narrativa. Todos acabam com a mesma fórmula, quando Jesus acabou de dizer estas palavras, que devolve o leitor à ação.

  • O Sermão do Monte (capítulos 5 a 7): a vida de quem entra no reino.
  • A missão (capítulo 10): os doze são nomeados e enviados, com o aviso de que serão perseguidos.
  • As parábolas (capítulo 13): sete comparações sobre como o reino cresce e o que ele vale, do semeador à rede. O conjunto das parábolas de Jesus tem aqui o seu primeiro grande bloco.
  • A comunidade (capítulo 18): os pequenos, a ovelha que se perde, a correção do irmão e o perdão.
  • O fim (capítulos 24 e 25): a queda do templo, a vinda do Filho do Homem e a vigilância.

No meio do terceiro há uma frase que descreve o próprio evangelista: o escriba instruído no reino dos céus tira do seu tesouro coisas novas e velhas (13.52).

Ouvistes o que foi dito

O primeiro discurso é o mais longo. Jesus sobe ao monte, senta-se e ensina. Começa pelas bem-aventuranças: felizes os pobres de espírito, os que choram, os mansos, os que têm fome e sede de justiça, os misericordiosos, os puros de coração, os pacificadores, os perseguidos (5.3-10). Os discípulos são sal da terra e luz do mundo.

Depois vem a relação com a lei. Não vim revogar, vim cumprir (5.17). Seis vezes Jesus cita o que foi dito aos antigos e acrescenta eu, porém, vos digo: a ira já é o começo do homicídio; o olhar cobiçoso, do adultério; a palavra deve bastar sem juramento; ao olho por olho ele opõe a outra face; ao ódio ao inimigo, o amor e a oração por quem persegue.

O capítulo 6 trata da esmola, da oração e do jejum, feitos em segredo, diante do Pai, e no centro está o Pai-Nosso (6.9-13). Seguem as palavras sobre o tesouro, os dois senhores e a ansiedade: olhai as aves do céu, considerai os lírios do campo, buscai primeiro o reino (6.33). O capítulo 7 traz a regra de ouro, fazer aos outros o que se quer que nos façam, porque esta é a lei e os profetas (7.12), e termina com as duas casas. As multidões se espantam: ele ensina como quem tem autoridade (7.29).

Em detalhe: o Sermão da Montanha, as bem-aventuranças e o Pai-Nosso.

Tu és o Cristo

Os capítulos 8 e 9 mostram em atos a autoridade ouvida no monte: o leproso, o servo do centurião, a tempestade acalmada, o paralítico perdoado, a filha de um chefe trazida de volta à vida. A resistência cresce junto. Os fariseus discutem o sábado, atribuem as curas a Belzebu e passam a tramar a morte de Jesus (12.14). No meio da tensão, Mateus guarda um convite que só ele registra: vinde a mim, todos os que estais cansados e sobrecarregados, e eu vos aliviarei (11.28).

A virada acontece em Cesareia de Filipe. Jesus pergunta quem os discípulos dizem que ele é, e Pedro responde: tu és o Cristo, o Filho do Deus vivo (16.16). Vem então a palavra sobre a pedra, a igreja e as chaves do reino (16.18-19). Logo em seguida Jesus começa a dizer que precisa ir a Jerusalém, sofrer, ser morto e ressuscitar ao terceiro dia (16.21). Pedro protesta e é repreendido. Seis dias depois, três discípulos veem Jesus transfigurado no monte.

O quarto discurso prepara a vida em comum: fazer-se pequeno como uma criança, procurar a ovelha desgarrada, corrigir o irmão a sós antes de envolver outros, perdoar até setenta vezes sete. Onde dois ou três estiverem reunidos em meu nome, ali estou no meio deles (18.20).

Jerusalém e o monte das Oliveiras

Jesus entra em Jerusalém montado num jumento, e Mateus cita Zacarias: eis que o teu rei vem a ti, humilde (21.5). Expulsa os vendedores do templo e enfrenta as autoridades com três parábolas seguidas, os dois filhos, os lavradores maus e o banquete de casamento. Perguntado sobre o maior mandamento, junta dois, amar a Deus e amar o próximo, e diz que deles dependem toda a lei e os profetas (22.37-40).

O capítulo 23 é o mais duro do livro: sete vezes ai de vós, escribas e fariseus, pela distância entre o que ensinam e o que fazem. Termina em lamento sobre Jerusalém.

No monte das Oliveiras vem o último discurso. O templo será destruído, haverá guerras e perseguição, e o dia e a hora ninguém sabe (24.36). Por isso as parábolas de vigilância: as dez virgens, os talentos. O fecho é a cena do juízo, em que o Filho do Homem separa as nações como o pastor separa ovelhas e cabritos: tudo o que fizestes a um destes meus irmãos mais pequeninos, a mim o fizestes (25.40).

A Paixão contada por Mateus

A sequência é a mesma do Evangelho de Marcos: a unção em Betânia, a ceia, o Getsêmani, a prisão, o julgamento diante de Caifás, a negação de Pedro, Pilatos, Barrabás, a cruz. Mateus acrescenta o que só ele conta.

  • Judas combina o preço, trinta moedas de prata (26.15), devolve o dinheiro e se enforca; com ele se compra o campo do oleiro (27.3-10).
  • A mulher de Pilatos manda avisar que sofreu em sonho por causa daquele justo (27.19), e Pilatos lava as mãos (27.24).
  • Quando Jesus morre, a terra treme e as rochas se partem (27.51).
  • Uma guarda é posta no túmulo, e depois subornada para dizer que os discípulos roubaram o corpo (27.62-66; 28.11-15).

Na cruz, Jesus clama com o começo do Salmo 22: Deus meu, Deus meu, por que me desamparaste? (27.46).

Em detalhe: a última ceia e a paixão e a crucificação.

Todos os dias, até o fim

Ao amanhecer do primeiro dia da semana, Maria Madalena e a outra Maria vão ao túmulo. Um anjo remove a pedra e diz: não está aqui, ressuscitou. No caminho, o próprio Jesus vem ao encontro delas.

A última cena é num monte da Galileia, com os onze. Foi-me dada toda a autoridade no céu e na terra. Ide, fazei discípulos de todas as nações, batizando em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo, ensinando a guardar tudo o que ordenei (28.18-20).

A frase final responde à primeira citação do livro. No capítulo 1, o menino recebe o nome Emanuel, Deus conosco. No último versículo, é ele quem diz: eu estou convosco todos os dias, até o fim dos tempos.

Os pontos centrais

  1. A genealogia de Mateus 1.1-17 liga Jesus a Abraão e a Davi em três séries de catorze gerações, com o exílio na Babilônia como divisa.
  2. A fórmula para que se cumprisse o que foi dito pelo profeta aparece cerca de dez vezes, a começar pelo nome Emanuel (1.22-23).
  3. O ensino de Jesus está reunido em cinco discursos (capítulos 5 a 7, 10, 13, 18, 24 e 25), todos encerrados pela mesma fórmula.
  4. O Sermão do Monte traz as bem-aventuranças, as seis antíteses, o Pai-Nosso e a regra de ouro (Mateus 5 a 7).
  5. Na confissão de Pedro vem a promessa sobre esta pedra edificarei a minha igreja (16.16-19); só Mateus, entre os evangelhos, usa a palavra igreja.
  6. O livro termina com a autoridade dada a Jesus, o envio a todas as nações e a promessa estou convosco todos os dias (28.18-20).

Leituras que se afastam do texto

Três reis magos adoraram o menino na manjedoura

Mateus 2 fala de magos vindos do Oriente, sem dizer que eram reis nem quantos eram; o número três vem dos três presentes, ouro, incenso e mirra. Eles entram numa casa e veem o menino com Maria (2.11). A manjedoura e os pastores pertencem ao relato de Lucas 2. Os presépios juntam as duas narrativas, e os nomes dados aos magos são de tradição muito posterior.

No Sermão do Monte Jesus aboliu a lei de Moisés

A frase de abertura dessa parte diz o oposto: não vim revogar a lei ou os profetas, vim cumprir (5.17). O engano nasce da fórmula ouvistes que foi dito, eu porém vos digo, repetida seis vezes. Em cada uma, a exigência vai mais fundo: do homicídio à ira, do adultério ao olhar, do juramento à palavra simples. A justiça pedida deve exceder a dos escribas e fariseus (5.20).

Mateus escreve para judeus e deixa os outros povos de fora

O evangelho mais ligado às escrituras de Israel é aberto e fechado por estrangeiros. Os primeiros a adorar o menino são magos do Oriente, e a última ordem manda fazer discípulos de todas as nações (28.19). No meio estão o centurião de fé maior que a de Israel (8.10) e a mulher cananeia (15.28). O envio só às ovelhas perdidas de Israel, no capítulo 10, é uma etapa da missão.

Perguntas para estudo

8 perguntas

Que mulheres aparecem na genealogia de Mateus?
Tamar, Raabe, Rute, a mulher de Urias e, no fim, Maria, de quem nasceu Jesus.
Que presentes os magos oferecem ao menino?
Ouro, incenso e mirra, depois de se prostrarem diante dele (2.11).
Com que comparação termina o Sermão do Monte?
Com as duas casas: a construída sobre a rocha resiste à tempestade, a da areia desaba (7.24-27).
Onde Mateus está quando Jesus o chama?
Sentado na coletoria de impostos; ele se levanta e segue Jesus (9.9).
Quantas parábolas o capítulo 13 reúne, e quais são?
Sete: o semeador, o joio, o grão de mostarda, o fermento, o tesouro, a pérola e a rede.
Quantas vezes se deve perdoar o irmão, segundo a resposta a Pedro?
Não até sete vezes, mas até setenta vezes sete (18.22).
Qual é o critério do juízo na cena das ovelhas e dos cabritos?
O que se fez ao faminto, ao sedento, ao forasteiro, ao nu, ao doente e ao preso (25.35-40).
Que gesto de Pilatos só Mateus registra?
Ele lava as mãos diante da multidão e se declara inocente daquele sangue (27.24).
WhatsApp
Mais opções
Facebook Telegram E-mail

Débora Arantes

Resumos da Bíblia

Escreve os resumos da estante Bíblia, livro por livro, com estrutura, contexto e as leituras de cada tradição. Lê cada livro inteiro em mais de uma tradução antes de escrever e marca, capítulo por capítulo, onde o texto muda de gênero ou de voz. É desse mapa que sai a estrutura de cada resumo.

Voltar para Bíblia