Ir direto para o conteúdo
Resumo De
Letra maior em loja segura Capa da Bíblia Sagrada, tradução Nova Almeida Atualizada, letra maior, capa dura Comprar Bíblia SagradaTradução Almeida, letra maior e capa dura. Boa para ler todo dia. Melhor escolha. Site seguro

Link patrocinado

Resumo de 1 Coríntios

Por Débora Arantes 12 min de leitura

WhatsApp
Mais opções
Facebook Telegram E-mail

Em 30 segundos

Corinto era um porto rico, e a igreja fundada ali por Paulo tinha se partido em grupos: eu sou de Paulo, eu de Apolo, eu de Cefas. De Éfeso, o apóstolo responde ao que ouviu e ao que os coríntios lhe perguntaram por escrito. Contra o orgulho dos partidos, põe a cruz, loucura para o mundo e sabedoria de Deus. Depois trata, um por um, de casos concretos: um escândalo sexual tolerado, processos entre irmãos, casamento e celibato, carne oferecida a ídolos, a desordem na ceia do Senhor, a disputa em torno dos dons. No meio da discussão sobre os dons está o hino ao amor, sem o qual nada aproveita. A carta termina no fundamento de tudo: Cristo ressuscitou, e os mortos ressuscitarão.

Seis cartões com os problemas da igreja de Corinto e a resposta de Paulo a cada um: partidos, escândalos, casamento, ídolos, culto e ressurreição
Imagem: resumode.com.br

Notícias de Corinto chegam a Éfeso

Corinto ficava num istmo, entre dois portos, e vivia do comércio que atravessava de um mar a outro. Paulo chegou ali na segunda viagem, trabalhou com Áquila e Priscila fabricando tendas e ficou um ano e meio, como conta Atos no capítulo 18. Deixou uma comunidade numerosa, quase toda de origem gentia e de condição modesta: não havia entre eles muitos sábios, nem muitos poderosos, nem muitos nobres (1.26).

Poucos anos depois, Paulo está em Éfeso, do outro lado do mar Egeu, e recebe notícias por dois caminhos. Os da casa de Cloé contam que a igreja está dividida. E os próprios coríntios mandam uma carta com perguntas, que ele vai respondendo a partir do capítulo 7 com a fórmula quanto a.

Por isso a carta não segue um argumento único. É uma lista de casos. O que lhe dá unidade é o modo de responder: a cada problema, Paulo volta à cruz, ao corpo e ao bem do outro.

Eu sou de Paulo, eu de Apolo

O primeiro assunto são os partidos. Cada grupo se abrigava num nome: Paulo, o fundador; Apolo, pregador eloquente que veio depois; Cefas, isto é, Pedro; e havia quem dissesse eu sou de Cristo. Paulo pergunta se Cristo está dividido e se foi Paulo o crucificado por eles (1.13).

A raiz do problema é o gosto pela sabedoria e pela eloquência, e contra ele vem a palavra da cruz. Os judeus pedem sinais, os gregos buscam sabedoria, e o que se prega é Cristo crucificado: escândalo para uns, loucura para outros, poder de Deus para os chamados (1.22-24). Deus escolheu o que o mundo considera fraco. O próprio Paulo chegou a Corinto com fraqueza e temor, decidido a nada saber a não ser Jesus Cristo, e este crucificado (2.2).

Os pregadores, então, são apenas servos. Eu plantei, Apolo regou, Deus deu o crescimento (3.6). A comunidade é lavoura e edifício de Deus, e mais que isso: é o templo onde o Espírito habita (3.16). Quem se orgulha de um mestre esqueceu que tudo recebeu.

O que a igreja estava tolerando

Os capítulos 5 e 6 tratam do que chegou aos ouvidos de Paulo, sem que ninguém perguntasse.

Um homem vivia com a mulher do próprio pai, e a comunidade, em vez de lamentar, estava orgulhosa. Paulo manda afastá-lo, com uma imagem da Páscoa: um pouco de fermento leveda a massa toda (5.6).

Irmãos levavam suas disputas a juízes de fora. Para Paulo, o processo já é derrota: por que não sofrer antes a injustiça? (6.7).

E alguns justificavam a prostituição com um lema, tudo me é permitido. Paulo aceita a frase e a completa: nem tudo convém, e não me deixarei dominar por nada. O corpo não é coisa indiferente. É membro de Cristo e templo do Espírito Santo, comprado por preço (6.19-20).

Casados, solteiros e viúvas

No capítulo 7 começam as respostas à carta dos coríntios. Parece que alguns defendiam a abstinência até dentro do casamento. Paulo responde com equilíbrio: marido e mulher se devem um ao outro, e a separação temporária só por acordo, para a oração. Aos casados, repete a palavra do Senhor contra o divórcio. Quem tem cônjuge sem fé não precisa deixá-lo.

Aos solteiros e às viúvas, diz que é bom ficar como ele, sem casar, e que casar não é pecado. Distingue com cuidado o que é mandamento do que é parecer seu. O princípio geral é que cada um permaneça na condição em que foi chamado (7.20), porque o tempo se abrevia e a figura deste mundo passa (7.29-31).

A carne dos ídolos e a liberdade do outro

A carne vendida no mercado e servida nos banquetes vinha, muitas vezes, de sacrifícios nos templos. Podia um cristão comê-la? Uma parte da igreja dizia que sim: o ídolo nada é, e há um só Deus. Paulo concorda com a premissa e muda o critério. O conhecimento incha, o amor edifica (8.1). Se o irmão de consciência fraca vê o outro à mesa de um templo e volta à idolatria, quem tinha razão pecou contra Cristo.

O capítulo 9 dá o exemplo do próprio Paulo. Como apóstolo, tinha direito de ser sustentado pela comunidade, e abriu mão dele. Fez-se tudo para todos, para de algum modo salvar alguns (9.22), e se disciplina como o atleta que corre pelo prêmio.

O capítulo 10 completa com um aviso tirado da travessia do deserto, contada em Êxodo e Números: os antepassados passaram todos pelo mar e comeram do mesmo maná, e a maioria caiu. Participar da mesa do Senhor não combina com a mesa dos ídolos. Fora disso, o que se vende no mercado pode ser comido sem perguntas, e a regra final vale para tudo: fazei tudo para a glória de Deus (10.31).

A ceia que deixava gente com fome

Dois assuntos de culto ocupam o capítulo 11. O primeiro é o modo de homens e mulheres se apresentarem quando oram e profetizam na assembleia, com a cabeça descoberta ou coberta.

O segundo é grave. A ceia do Senhor era tomada dentro de uma refeição, e cada um comia o que tinha trazido, sem esperar: um ficava com fome, outro se embriagava (11.21). Os pobres saíam humilhados. Paulo diz que aquilo já não é a ceia do Senhor e relembra o que recebeu e transmitiu: na noite em que foi entregue, o Senhor Jesus tomou o pão, deu graças e o partiu; depois tomou o cálice, a nova aliança no seu sangue (11.23-25). Comer e beber sem discernir o corpo é comer a própria condenação. A instrução prática é simples: esperai uns pelos outros.

Muitos dons, um corpo, e o caminho mais alto

Em Corinto, os dons espirituais viraram medida de prestígio, sobretudo o de falar em línguas. Paulo responde em três capítulos.

O capítulo 12 afirma a origem comum: os dons são diversos, o Espírito é o mesmo, e cada manifestação é dada para o proveito de todos. A imagem é o corpo. O pé não pode dizer que não pertence ao corpo por não ser mão, nem o olho dizer à mão que não precisa dela. Os membros que parecem mais fracos são necessários.

O capítulo 13 mostra o caminho que supera todos. Falar as línguas dos homens e dos anjos, ter fé de transportar montanhas, distribuir todos os bens: sem amor, nada disso aproveita. O amor é paciente e bondoso, não inveja, não se vangloria, não busca o próprio interesse; tudo suporta. Profecias e línguas cessarão, o conhecimento de agora é parcial, como ver por espelho. Permanecem a fé, a esperança e o amor, e o maior é o amor (13.13).

O capítulo 14 aplica o critério ao culto. Quem fala em língua edifica a si mesmo; quem profetiza edifica a igreja. Daí as regras: poucos falam, um de cada vez, com intérprete, e o resto avalia. Tudo se faça com decência e ordem (14.40).

Em detalhe: o hino ao amor de 1 Coríntios 13.

Se Cristo não ressuscitou

Alguns em Corinto diziam que não há ressurreição dos mortos. Paulo começa pelo que todos tinham recebido: Cristo morreu pelos nossos pecados, foi sepultado, ressuscitou ao terceiro dia e apareceu a Cefas, aos Doze, a mais de quinhentos irmãos, a Tiago e, por último, ao próprio Paulo (15.3-8).

Daí o raciocínio. Se mortos não ressuscitam, Cristo não ressuscitou; e, se Cristo não ressuscitou, a pregação é vazia e a fé é vã (15.14). Mas Cristo ressuscitou, como primícias dos que morreram. Como todos morrem em Adão, todos receberão a vida em Cristo, e o último inimigo a ser vencido é a morte (15.26).

À pergunta sobre como será o corpo, responde com a semente, que é semeada de um jeito e brota de outro: semeia-se corpo corruptível, ressuscita incorruptível. Num abrir e fechar de olhos, ao som da última trombeta, todos serão transformados. O capítulo acaba em desafio: onde está, ó morte, a tua vitória? (15.55).

Uma carta que ficou sem ponto final

O último capítulo é de assuntos práticos: a coleta para os irmãos de Jerusalém, separada a cada primeiro dia da semana, os planos de viagem, a visita de Timóteo, as saudações e, de próprio punho, o grito Maranata.

A carta não encerrou a questão. A relação com Corinto piorou antes de melhorar, e a continuação, com uma visita dolorosa, uma carta escrita entre lágrimas e uma reconciliação, está em 2 Coríntios.

Os pontos centrais

  1. A carta responde a duas fontes: o relato dos da casa de Cloé sobre as divisões (1.11) e uma carta dos coríntios com perguntas (7.1).
  2. Contra os partidos, Paulo prega Cristo crucificado, escândalo para uns e loucura para outros, mas poder e sabedoria de Deus (1.23-24).
  3. O critério para a carne oferecida a ídolos é o irmão mais fraco: o conhecimento incha, o amor edifica (8.1).
  4. O relato da ceia em 11.23-26 costuma ser datado como o registro escrito mais antigo das palavras de Jesus sobre o pão e o cálice.
  5. A comunidade é um só corpo com muitos membros (12.12-27), e os dons valem pelo quanto edificam os outros (14.12).
  6. O capítulo 15 parte da tradição recebida, Cristo morreu, foi sepultado e ressuscitou ao terceiro dia, para afirmar a ressurreição dos mortos.

Leituras que se afastam do texto

1 Coríntios 13 é um texto sobre o amor entre marido e mulher

O capítulo não fala de casamento. Está entre o 12 e o 14, no meio da discussão sobre os dons espirituais, e responde a uma igreja que disputava quem tinha o dom mais vistoso. Paulo diz que línguas, profecia e conhecimento sem amor nada são, e descreve o amor que sustenta a vida da comunidade. A leitura nas cerimônias de casamento é que criou a associação com o casal.

Paulo desaconselha o casamento e trata o sexo como mal

No capítulo 7, ele manda que marido e mulher não se recusem um ao outro (7.3-5), diz que quem casa não peca (7.28) e chama tanto o casamento quanto o celibato de dom de Deus (7.7). A preferência pessoal pelo celibato vem com um motivo declarado, a angústia presente e o tempo que se abrevia (7.26-29), e ele próprio distingue o que é ordem do Senhor do que é conselho seu.

1 Coríntios foi a primeira carta de Paulo à igreja de Corinto

O número indica a ordem das cartas conservadas, não das escritas. Em 5.9, Paulo menciona uma carta anterior, em que tinha mandado não se associar a pessoas imorais, e corrige o modo como ela foi entendida. Essa carta não chegou até nós. Os coríntios também lhe tinham escrito (7.1), de modo que 1 Coríntios é um capítulo de uma correspondência mais longa.

Falar em línguas é o maior dos dons do Espírito

Era o que parte da igreja de Corinto pensava, e a carta discorda. Nas listas do capítulo 12, as línguas ficam no fim. No 14, Paulo prefere a profecia, porque edifica a todos, e diz que na assembleia quer antes dizer cinco palavras que se entendam do que dez mil em língua (14.19). Ele não proíbe o dom (14.39); põe acima de todos o amor, que nunca acaba.

Perguntas para estudo

8 perguntas

De que cidade Paulo escreve 1 Coríntios?
De Éfeso, onde pretendia ficar até a festa de Pentecostes (1 Coríntios 16.8).
Que grupos disputavam entre si na igreja de Corinto?
Os que diziam ser de Paulo, de Apolo, de Cefas e de Cristo (1 Coríntios 1.12).
Que imagem agrícola Paulo usa para si e para Apolo?
Eu plantei, Apolo regou, mas foi Deus quem deu o crescimento (1 Coríntios 3.6).
Que frase dos coríntios Paulo corrige duas vezes?
Tudo me é permitido; ele completa que nem tudo convém e que nem tudo edifica (6.12; 10.23).
O que acontecia de errado na ceia do Senhor em Corinto?
Cada um comia a própria refeição sem esperar: uns passavam fome e outros se embriagavam (11.21).
Quais são as três coisas que permanecem, segundo 1 Coríntios 13.13?
A fé, a esperança e o amor, e o maior dos três é o amor.
A quantos irmãos de uma só vez o Cristo ressuscitado apareceu?
A mais de quinhentos, a maioria ainda viva quando Paulo escrevia (1 Coríntios 15.6).
Que palavra aramaica aparece no fim da carta?
Maranata, invocação que pede a vinda do Senhor (1 Coríntios 16.22).
WhatsApp
Mais opções
Facebook Telegram E-mail

Débora Arantes

Resumos da Bíblia

Escreve os resumos da estante Bíblia, livro por livro, com estrutura, contexto e as leituras de cada tradição. Lê cada livro inteiro em mais de uma tradução antes de escrever e marca, capítulo por capítulo, onde o texto muda de gênero ou de voz. É desse mapa que sai a estrutura de cada resumo.

Voltar para Bíblia